As “3 Marias” São Muito Mais do que Pensamos

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Nesta época do ano, por volta das 20:00h, ao se olhar na direção do nascente, poderemos ver a Cosntelação de Órion. É, sem dúvida, uma das mais belas constelações do nosso céu. Localizada em uma região riquíssima do braço da Via Láctea chamado de Braço de Órion, essa constelação é facilmente identificada por três estrelas alinhadas com praticamente o mesmo brilho que constituem o Cinturão de Órion, mais popularmente conhecidas como “As Três Marias”.

No entanto, quando olhamos para essa constelação no céu noturno, só percebemos as estrelas mais brilhantes. Já em locais afastados das grandes cidades, podemos perceber uma quantidade bem maior de estrelas, mas em nenhum lugar do planeta podemos perceber o quão complexa é essa região do céu.

Para conseguir enxergar Órion com toda a beleza apresentada nessa imagem, o astrofotógrafo Stanislav Volskiy gastou várias noites, entre 2013 e 2014, fotografando a constelação em São Pedro do Atacama, no Chile. No final, somando o tempo de exposição dessas noites, totalizou mais de 212 horas de exposição. Mesmo para os astrofotógrafos mais experientes, 212 horas é um número um tanto absurdo.

Somente um tempo de exposição bastante elevado é capaz de revelar os mínimos detalhes das nebulosas mais tênues e das estrelas mais distantes. Mas isso não é alcançado com o obturador da câmera aberto esse tempo todo.

Usando telescópios motorizados que acompanham perfeitamente o movimento aparente dos astros, é possível fazer fotos com 5, 10 até 15 minutos de exposição. A técnica utilizada atualmente para fotografias desse tipo é fazer várias sequências de fotos de longa exposição (5 -10 minutos), e utilizando uma variedade de filtros para alcançar o máximo de contraste em certos componentes de cor. No final, centenas, ou nesse caso, milhares de imagens em tons de cinza de um mesmo canal, são empilhadas para dar um resultado semelhante ao de uma exposição mais longa. As imagens resultantes desse processamento são recompostas em canais de cores diferentes para resultar enfim em uma bela astrofotografia como esta.

O processamento dessas 212 horas gastou outras várias horas do astrofotógrafo. Mas o resultado final justifica todo essa esforço. A foto astronômica dessa semana mostra a Constelação de Órion de uma forma como você nunca viu. Cheia de cores e contrastes que revelam detalhes, para muitos, desconhecidos de uma região tão conhecida do céu.

Como não temos a capacidade de enxergar isso a olho nu, agradecemos a dedicação, a paciência e a técnica apurada de Stanislav Volskiy, que nos presenteou com a Foto Astronômica da Semana!

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